OWALAMUA

Por Erasmo Alicene

Nasceu de pais de Maquival, tem 2 irmãs e 3 irmãos. De uma altura média, clara, gingona e muitas vezes nas calcas, sorridente e simpática. Ela, é a 3a criança da casa, a 1a menina, e cedo enveredou pelo caminho da perdição. O pai da Dina cansado da “vergonha” que esta, e também a mãe, faziam no passar no bairro decide abandonar o lar e voltar para a sua 1a mulher já que a mãe da Dina era segunda.

A atitude do pai não fez com que Dina recuasse nas suas andanças, pelo contrário e até as 2 irmãs mais novas também começaram a trilhar os caminhos da mana. Uma vizinha delas tinha um amante motorista e acabou trazendo outro motorista para uma das irmãs da Dina. A mãe de Dina vende sura na sua casa, um chamariz não só para quem aprecia a bebida mas também à ela e filhas. O irmão mais velho delas, nem se preocupa com a frequente presença na sua casa de homens com ou sem sura a venda.

Alguém dos assíduos consumidores de sura na sua casa, interessa-se na Dina para um caso sério. É lobolada e vai com o marido. Volvidos 2 meses volta à casa da mãe alegando que havia muitos problemas no lar e ela não suportava. A última filha de casa, aparenta 13 anos, é muito mais acelerada e até já faz viagens interprovinciais em camiões com motoristas. Escola, não é o forte da casa excluindo o 4o filho que está a fazer o ensino técnico. A sorte de casar persegue Dina que, mais uma vez, é pretendida e desta feita por um divorciado e vai parar na Beira.

Durante uma semana, não aguentou, voltou à casa com fortes alegações segundo as quais quando o marido saísse e ela tentasse varrer o quarto, uma cobra aparecia debaixo da cama e ela concluiu que era a anterior mulher do marido que queria o seu lar de volta. Continuou com a vida que mais gosta, homens e mais homens até que conhece um com carro. Ela queria mostrar à família que subira na vida dai que, convida o ilustre a entrar de carro até a sua casa. Um buracão ela sabe muito bem, está na entrada da sua casa tapado por uma espécie de capim por cima. Tanta era a emoção de chegar à casa e entraram no buraco. Por 3 dias o carro ficou ali enterrado.

Entretanto, o marido da Beira volta à Quelimane para junto da família no intuito de chegarem à um meio termo, de forma a ter a esposa de volta. Dina, simplesmente, fugiu de casa. Passaram 3 dias que não atende chamadas dos familiares e marido, apenas só e só de amigas. O marido diz que queria confrontar as alegações que ela trouxe da Beira, com a família. Dina, fugiu de casa. O fulano desistiu e 5 dias depois ela voltou à casa.

A sua rotina manteve se, homens diferentes por dia. O mano dela tinha uma namorada que as irmãs e a mãe não gostavam e fizeram de tudo para expulsar a fulana e a mãe arranjou outra mulher para o filho. De tanto frequentar bares, fumar, beber e trocar de homens Dina anda desfigurada. Já não é aquela menina atraente e bonita, aquela que se mexia quando andava e qualquer um olhava a. Dina já não é Dina, pegou uma tuberculose e os rapazes que andavam atrás de si desapareceram. A vida dela circunscreve se em acordar, ir ao hospital, regressar a casa onde passa quase maior parte do tempo sentada ou a dormir.

Posted by on Maio 16, 2016. Filed under Opinião. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0. You can leave a response or trackback to this entry

One Response to OWALAMUA

  1. triste e vergonhoso

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