Examinandos sujeitos a detectores de metais

O Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano (MINEDH) decidiu introduzir o uso de detectores de metais no país para evitar que os alunos entrem na sala de exame com telemóveis. A medida assusta os candidatos aos exames da 10ª e da 12ª classes que arrancaram nesta segunda-feira (04), porque para alguns era pela primeira vez que se deparavam com aquele dispositivo de segurança.

A medida vigora desde o ano passado, mas na província da Zambézia veio a ser introduzida o uso deste objecto, neste ano, dia do arranque dos exames do 1º e 2º ciclo, onde a título experimental, devendo ser alargada de forma gradual a toda província.

O Diário da Zambézia(DZ) escalou duas escolas sendo, Escola Secundária Geral de Quelimane e Patrice Lumumba respectivamente, para colher juntos dos candidatos algum palpite sobre a nova medida de combate a fraudes académicas, onde muitos deles, louvaram a iniciativa, que de certa forma vai reduzir os casos de fraudes durante o decurso dos exames, uma situação que neste período tem se notado com muita frequência.

Entretanto, confrontada a directora da Escola Secundária Geral de Quelimane, Sara Umbisse, esta louvou bastante a iniciativa, visto que conseguiu com sucesso detectar estudantes teimosos, que mesmo com a proibição dos telemóveis nas salas de aulas, 13 candidatos tentaram desafiar, sem contar com este controlo. “Eles não contavam, mas felizmente conseguimos encontrar este número e como foi antes de estar na sala, apenas recolhemos para secretaria” – disse a directora para depois acrescentar que a ESGQ submeteu aos exames da 1ª época 1.250 candidatos.

Refira-se que até ao momento, a direcção provincial de Educação e Desenvolvimento Humano, ainda não se pronunciou se houve fraude académica nestes exames ou não.

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