Gabinete de Razak não paga facturas da EDM

Nos últimos tempos, a empresa Electricidade de Moçambique, Área de Serviço ao Cliente de Quelimane(ASCQ), tem vindo a cortar energia em vários sectores e instituições públicas, tudo por causa das elevadas dívidas de facturas de consumo mensal que estas mesmas instituições tem. Sabe o Diário da Zambézia que na semana passada por exemplo, que sectores como a direcção provincial de Saúde, o Instituto Industrial e Comercial 1o de Maio entre outras instituições, ficaram privados de energia eléctrica.

Quando se pensava que este assunto afectava apenas instituições de lá, eis que o DZ tem na sua posse, um ficheiro de dívidas ao nível da área de Quelimane(ver nas próximas edições). Compulsado este ficheiro, SECRETO e EXCLUSIVO, pode-se ver que o governo provincial da Zambézia, ou seja, concretamente o gabinete do governador, sala de sessões e outros sectores daquele edifício branco, tem dívidas avultadas.

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Incêndio no Porto de Quelimane: Houve ignorância de normas à bordo

Um relatório que o Diário da Zambézia teve acesso em EXCLUSIVO avança que a causa principal que provocou aquele incêndio foi o não cumprimento e desconhecimento das regras elementares de segurança à bordo, pode-se ler no documento. Aliás, de acordo com a Comissão de Inquérito, no que tange aos factores humanos, não foram relatados problemas de relacionamento nem de consumo de drogas, álcool ou medicamentos entre os tripulantes.

Também, segundo o mesmo documento, não foram observadas dificuldades de comunicação ou de interpretação de manuais de operação ou placas de instruções referentes à operação dos equipamentos de bordo, pois todos empregam o português como idioma de trabalho.

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Governo encaixa mais 3 milhões de meticais em multas

O governo através da Inspecção provincial de Trabalho na Zambézia, tutelado pela direcção provincial de Trabalho, Emprego e Segurança Social, arrecadou no ano passado mais de 3 milhões de Meticais através de multa as empresas entre públicas e privadas. Trata se de 171 empresas que efectuaram o pagamento das 228 que foram aplicadas multas durante o ano passado, pela inspecção provincial de trabalho (IGT) nesta parcela do país, por terem sido detectadas infracções com relação as irregularidades das actividades nas mesmas.

A informação foi avançada por Almeida Juga, Inspector-chefe provincial na direcção provincial de Trabalho, Emprego e Segurança Social na Zambézia em entrevista exclusiva ao Diário da Zambézia, tendo dito que o valor cobrado representa um cumprimento de 171 %. Mais em diante, Juga referiu que por motivos não justificados, ou talvez por desleixo, empresas do sector público e privados poderão pagar multas através da decisão do Tribunal, alegadamente por não honrar com compromisso que têm com a inspecção provincial de trabalho na Zambézia.

São autos remetidos ao tribunal no ano 2017, aliás segundo as palavras de Juga, uma parte dos autos que se encontram nas mãos das autoridades judiciais na Zambézia transitaram no ano 2016. " São casos de algumas empresas que até então não reagiram em torno do assunto "-sublinhou o Inspector. Só para lembrar que um dos problemas com que a Inspecção provincial de Trabalho na Zambézia até ao momento enfrenta, segundo Almeida Juga, tem a ver com a questão de conflitos laborais nas empresas envolvendo empregadores que não respeitam direitos dos seus trabalhadores, violando assim parte dos artigos da lei laboral, onde um e outro caso são necessárias aplicações de multas como forma de disciplinar alguns proprietários das empresas.

Entretanto, o nosso interlocutor assegurou que esforços têm sido levados à cabo de modo a ultrapassar este cenário que mexe tanto com a sensibilidade da massa laboral no seu dia a dia, principal quando se trata a lei de trabalho em vigor em Moçambique.

Procuradoria atenta ao negócio do Hotel Zambeze

A Procuradoria Provincial da Zambézia reafirma que o caso do negócio Hotel Zambeze ainda não está esquecido, porém esclarece que decorrem providencias visando ouvir as pessoas que avalisaram o negócio da compra daquela infraestrutura que custou aos cofres do estado 281 milhões de meticais, venda feita pela Fundação Mahomed Faruk.

A informação foi confirmada esta quinta-feira (01) pelo Procurador-Chefe Provincial, Miguel Cândido, à margem da abertura do ano Judicial. De acordo com o Cândido, o Ministério Público garante que não vai deixar passar o caso do negócio Hotel Zambeze sem que tenha o seu desfecho. E uma das formas de ter esclarecido este caso, segundo o Procurador, é dar seguimento a partir dos processos até aos que aprovaram.

O negócio do Hotel Zambeze denunciado pelo Diário da Zambézia e depois partilhado por outros órgãos de comunicação, foi bastante badalado, onde os intervenientes, neste caso, o director provincial de Saúde, Hidayat Kassim, o governador Abdul Razak e o cidadão Mansur Faruk, todos dizem que foi limpinho, limpinho. Mesmo com tanto barulho, os compradores e vendedores, nem se quer deram ouvidos, continuando assim no negócio. Depois disso, o MP explicou que abriu um Processo com o nr 656/04/Q/2017 mas que até ao momento continua a busca de elementos para sustentar a acusação.

Crise reduz licenciamento de empresas

O Balcão de Atendimento Único(BAU) na Zambézia, registou em 2017 uma ligeira redução ao licenciar cerca de 947 empresas, contra 1.100 que estavam planificadas, representando uma redução de cerca de 13% se comparado com o igual período de 2016, aliado a conjuntura económica e financeira que se alega o país estar atravessar.

Tal como revelou nesta quinta-feira (11) em Quelimane, Vera Godinho, directora Executiva de Balcão de Atendimento Único (BAÚ) na Zambézia, em entrevista ao Diário da Zambézia, que das empresas licenciadas, destacam-se as micro, média e pequena dimensão, entre nacionais e internacionais, onde contribuíram para a província um volume de investimento de mais de 671 milhões de Meticais.

Godinho disse por outro lado que, a redução de número das empresas licenciadas no ano passado não afectou as receitas do Estado, aliás, a fonte sublinhou que para o ano transacto o BAÚ nesta parcela do país, colectou para o cofre do Estado, mais de 2 milhões de meticais, dinheiro vindo de impostos das empresas, contra 900 mil Meticais que tinham sido planificados.

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