Auditores vasculham contas da direcção dos Transportes e Comunicações

Uma equipa de auditores vindos do Ministério dos Transportes e Comunicações, passou a semana toda a vasculhar os vários processos na direção provincial dos Transporte e Comunicações da Zambézia.

O trabalho não foi fácil e o Diário da Zambézia sabe que os auditores vieram a Zambézia para se inteirarem dos vários casos como por exemplo a não construção das Salas de Embarque nas margens do rio dos Bons Sinais entre Quelimane e Inhassunge, actividade esta que tinha sido encarregue a uma empresa denominada BONDEI-Construções, cujo um dos sócios é Inocêncio Paulino, actual Presidente das Pequenas e Médias Empresas(PMEs), que terá recebido do governo da Zambézia pouco mais de 5 milhões de meticais em 2014 para executar esta obra, mas no terreno a empresa do Presidente das PMEs não fez nada e sumiu com o dinheiro.

Por outro lado, também os auditores tem na sua posse o dossier da construção da rampa de acostagem do Chinde, em que a direção provincial dos Transportes e Comunicações da Zambézia teria adjudicado a obra a uma empresa denominada ABD-Construções num valor de 68.115.993,83 centavos como custo total da obra. E deste valor, a ABD-Construções recebeu 40% do valor correspondente a 27.243.397,00 centavos faltando por pagar uma factura de 40.869.596,29 centavos, mas que até Agosto passado, período em que o Diário da Zambézia conseguiu estes números, a empresa não estava a fazer nada visível.

Comerciantes já começaram a viciar balanças

Os consumidores na Zambézia, em particular em Quelimane denunciam aspectos ligados a viciação de balanças em alguns estabelecimentos comerciais, vocacionados à venda de produtos da primeira necessidade e pedem ao governo de modo a intensificar acções de fiscalização com vista a reverter-se o cenário.

Esta constatação foi feita na manhã desta terça-feira (05) por alguns consumidores entrevistados pelo Diário da Zambézia, em alguns estabelecimentos de venda de produtos frescos como por exemplo, a cebola, o feijão e a batata-reno, estes que disseram em jeito de denúncia que os comerciantes tendem a viciar as balanças com intuito de elevar seus lucros, facto que por outro lado, prejudica a gestão económica do próprio consumidor.

Ivone Francisco, uma das cidadãs pelo DZ entrevistada no Mercado do Brandão arredores de Quelimane, explicou que tem sido comum os comerciantes pautarem por este tipo de comportamento porque segundo disse, há vezes em depois da compra do produto em quilo sente maior diferença na componente peso, principalmente quando se trata duma compra acima de cinco quilogramas.

Uma outra cidadã de nome Nilza Henriques, interpelada pela nossa Reportagem no mercado do bairro Saguar, vulgarmente conhecido por "Chabeco", disse que a viciação de balanças durante a pesagem dos produtos por parte dos comerciantes, constitui uma realidade que carece dum aprofundamento por parte das autoridades governamentais, visto que afecta particularmente na gestão económica do cidadão comum.

Entretanto, as autoridades da Indústria e Comércio na província, dizem que vão tomar conta do assunto, porque a ser assim, então os comerciantes estão a violar os direitos dos consumidores.

 

Caso DPA: Chaquisse e Ramos chamados ao Tribunal

A vida parece estar difícil para Marcelo Chaquisse, ex-director provincial da Agricultura e Segurança Alimentar na Zambézia, já expulso e Alfredo Ramos, ex-presidente do Conselho Empresarial da Zambézia até a data da acusação.

É que contra os dois, pesa o crime de terem lesado o estado em pouco mais de Dois Milhões de Meticais, conforme acusação do Ministério Público, através da Procuradoria Provincial da Zambézia. Já estiveram presos e foram libertos após o pagamento de uma caução de 400 mil meticais para cada um ordenado pela Juiza Natércia Jerónimo da 3a Secção Cível do Tribunal Judicial da Zambézia. E esta segunda-feira(27), novamente a Juíza convocou os dois acusados e testemunhas para mais uma audição e várias declarações foram tornadas públicas.

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Quelimane: Bebidas não alcoólicas registam aumento de preço

Os preços de bebidas não alcoólicas, como sumos e refrigerantes importados, registaram um aumento de preço de aproximadamente 0,17 pontos percentuais (pp) positivos, ao nível da cidade de Quelimane. A subida destes líquidos indispensáveis na mesa do consumidor, teve o seu agravamento nos finais do mês de Outubro passado, numa altura que se aproximam as festas do Natal e do Final de Ano.

Um documento de Índice de Preços no Consumidor(IPC) do Instituto Nacional de Estatística, Delegação da Zambézia em poder do Diário da Zambézia, indica que a divisão de bebidas não alcoólicas e de alimentação foi de maior impacto nesta tendência, ao contribuir no total da inflação acumulada com aproximadamente 6,19pp negativos.

O documento ilustra ainda que, olhando para os dados e para os meses que se aproximam para o fecho do ano de 2017, os preços de bebidas não alcoólicas poderão sofrer alguma inflação acumulada e quando comparados com os de igual período do ano anterior os dados mostraram que houve um aumento na ordem dos 5,79%.

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Quadra festiva com produtos garantidos-diz a DPIC

Os produtos da primeira necessidade, como arroz, óleo, feijão, peixe, açucar, farinha de trigo e de milho já estão disponíveis ao nível da cidade de Quelimane em particular, e da província no geral, até o término da quadra festiva.

Entretanto, para o caso do frango, ovo, batata-reno, cebola, alho entre outros produtos alimentares, o chefe do departamento de Comércio na direcção de Indústria e Comércio disse que a província ainda não recebeu estes produtos, mas vincou que há previsão desses mantimentos chegarem durante a semana.

Anastácio Américo Fernando que falava numa entrevista em exclusiva ao Diário Zambézia, na semana finda, salientou que até ao momento a província está bem abastecida sobretudo nos grandes estabelecimentos de referência, tais como armazéns, que são os maiores distribuidores na província. "A partir do final de semana os armazenistas garantiram que vão receber grandes quantidades de produtos alimentares variados”-disse.

Questionado sobre as quantidades que os armazenistas poderão receber para garantir o stock, Anastácio não especificou as toneladas, mas garantiu que tudo está controlado, graças à uma monitoria que é feita quinzenalmente. “Em termos de quantidades não posso precisar porque os stocks são transitórios”-explicou para depois acrescentar que os produtos fazem a circulação interna diariamente, dai que os stocks são constantes, mas saem de uma maneira rotativa e vão actualizando assim sucessivamente.