Internacional

Coreia do Norte quer ser “maior potência nuclear do mundo”

O líder norte-coreano, Kim Jong-Un, prometeu converter a Coreia do Norte na "maior potência nuclear do mundo", informou nesta quarta-feira a agência oficial norte-coreana KCNA. A Coreia do Norte pôs em alerta a comunidade internacional com uma série de lançamentos de mísseis e com o maior teste nuclear realizado nos últimos meses, em uma tentativa de desenvolver uma ogiva capaz de atingir os Estados Unidos.

Em discurso para trabalhadores do programa balístico, Kim declarou nesta terça-feira que seu país "avançará vitoriosamente e se converterá na maior potência nuclear e militar do mundo", segundo a KCNA. Seus comentários chegam em um momento em que as potências mundiais buscam uma resposta para a crise, com os Estados Unidos apoiando severas sanções econômicas e diplomáticas contra o regime de Kim Jong-Un.

Mas a Coreia do Norte continuou disparando mísseis, em um grande desafio ao presidente americano, Donald Trump. No dia 28 de novembro, Pyongyang lançou um míssil balístico intercontinental (ICBM) capaz de atingir o território continental dos Estados Unidos, segundo especialistas. Muitos analistas sugerem que o míssil é capaz de alcançar o território continental dos Estados Unidos, mas se mostram céticos sobre o fato de que Pyongyang tenha dominado a tecnologia necessária para permitir que o míssil resista à reentrada na atmosfera terrestre.

O lançamento do mês passado foi o primeiro teste do tipo desde 15 de setembro e anulou as esperanças de que a Coreia do Norte abra as portas para uma solução negociada para a crise nuclear. O secretário de Estado, Rex Tillerson, disse que confia em que Washington está fazendo tudo o possível para obrigar a Coreia do Norte a discutir o desarmamento nuclear.

Papa usou a palavra Rohingya e Myanmar revoltou-se

A referência do Papa Francisco aos refugiados da minoria étnica Rohingya, depois de terminar a sua visita a Myanmar, está a causar indignação nas redes sociais no país, descreve hoje a agência noticiosa France Presse (AFP).

Na sexta-feira, o líder da igreja católica reuniu-se com um grupo de 16 membros da minoria Rohingya, que vivem nos campos de refugiados da província de Coxs Bazar no Bangladesh, país onde estão após terem fugido da perseguição que sofrem na Birmânia (atualmente Myanmar).

O Papa referiu-se aos refugiados como Rohingya - um termo inaceitável para muitos em Myanmar, onde são vistos como imigrantes ilegais bengali (um grupo étnico de Bengala, um território dividido entre a Índia e Bangladesh) e não como um grupo étnico distinto. Durante as suas visitas públicas na parte inicial da sua viagem, que decorreu sobretudo em Myanmar (budista), Francisco não se referiu ao grupo pelo nome nem abordou diretamente a crise no estado de Rakhine, de onde mais de 620.000 Rohingya fugiram nos últimos três meses para escaparem a perseguições que as Nações Unidas consideram "limpeza étnica". A postura do Papa mereceu elogios da pequena minoria católica de Myanmar, que temeu reações violentas dos nacionalistas, e de líderes budistas de topo, que estão agora na defensiva depois de um protesto global face ao tratamento dos Rohingya.

Quando chegou ao Vaticano, o pontífice disse que abordou a causa Rohingya em privado, descrevendo também como chorou depois de se reunir com o grupo de refugiados. "Chorei. Tentei fazê-lo de uma forma que não fosse vista", disse aos jornalistas. "Eles também choraram", acrescentou. Os comentários do Papa motivaram uma enxurrada de comentários negativos nas redes sociais em Myanmar, um país bloqueado de comunicações modernas por cinco décadas, mas que agora vive ativamente as redes sociais. "Ele [o Papa] é como um lagarto cuja cor mudou por causa do tempo", disse a utilizadora do Facebook Aung Soe Lin, enquanto o utilizador Soe Soe disse que o Papa "devia ser um vendedor por usar diferentes palavras".

A igreja Católica de Myanmar aconselhou o Papa a não abordar o tema, para não agravar as tensões e pôr os cristãos em perigo. Nas suas aparições públicas, Francisco abordou suavemente o tema, apelando à união, compaixão e respeito por todos os grupos étnicos, sem se referir, inicialmente, aos Rohingya. "O Papa é uma pessoa sagrada... mas ele disse uma coisa aqui [em Myanmar] e outra diferente noutro país", publicou Ye Linn Maung, outro utilizador do Facebook. Já Maung Thway Chun, presidente de um partido nacionalista não oficial chamado 135 Partido dos Patriotas aplaudiu a decisão do Papa de não falar dos refugiados em Myanmar apesar da pressão de alguns".

In AFP

Papa Francisco em Myanmar reza pela paz

O Papa Francisco chega esta segunda-feira a Myanmar, o país maioritariamente budista acusado por várias entidades internacionais, como as nações unidas de limpeza étnica da comunidade “rohingya”.

O Papa inicia a sua estadia em Myanmar com uma reunião inter-religiosa privada, onde já foi aconselhado a não utilizar a palavra "rohingya", como conta a jornalista Ana Jordão. Refira-se que o Papa Francisco fica em Myanmar até quinta-feira.

In RTP

Percorreu 1.500 km para matar ex-mulher que fugiu por violência

Vítima tinha fugido para Espanha devido à violência doméstica de que era alvo. Katharina W., uma mulher de 35 anos, foi assassinada pelo seu ex-companheiro, na semana passada, em Valência, Espanha.

Apesar de este parecer mais um crime passional de ódio, a forma como aconteceu foi verdadeiramente inesperada, tendo em conta que o homem percorreu cerca de 1.500 quilómetros para matar a ex-namorada. A vítima vivia em Esse, na Alemanha, mas há cerca de três meses teve de fugir pela violência doméstica que sofria por parte do companheiro.

Katharina W. vivia agora em Espanha, mas os países de distância não foram suficientes para travar a intenção do ex-companheiro. O homem chegou à residência da ex-mulher e chamou a sua atenção, fazendo-a sair da habitação.

Nessa altura, disparou diversos tiros com uma espingarda, matou-a e matou-se de seguida. Em declarações ao jornal Bild, a mãe do homem mostrou-se surpreendida, garantindo que não percebe como é que isto aconteceu. Já a mãe da vítima deixou uma mensagem emotiva nas redes sociais. “Querida filha. Não te consegui proteger, desculpa”, escreveu.

In: Notícias do mundo

Polícia de folga mata assaltantes com o filho ao colo

O agente da polícia encontrava-se no local do crime e disparou contra os assaltantes. Rafael Souza, um polícia de São Paulo, no Brasil, travou um assalto a uma farmácia onde se encontrava com a mulher e o filho num dia de folga. O sucedido ocorreu no passado sábado, durante a tarde, quando dois homens entraram no estabelecimento para roubar medicamentos e dinheiro, segundo revela o Estadão.

O polícia acabou por se identificar como agente de autoridade e um dos suspeitos, identificado como Jefferson Alves, de 24 anos, não obedeceu à ordem e apontou-lhe uma arma de fogo. Rafael disparou contra o primeiro sujeito e também contra Ítalo Creato, de 22 anos, que tentou defender o amigo. As imagens das câmaras de videovigilância mostram que o polícia disparou contra os atacantes sempre com o filho ao colo, tendo acabado por matar os dois. No fim do vídeo, quando tudo está mais calmo, é também visível que o pai colocou o filho ao colo da mãe.

Texto e foto do Noticias ao minuto