Sociedade

Examinandos sujeitos a detectores de metais

O Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano (MINEDH) decidiu introduzir o uso de detectores de metais no país para evitar que os alunos entrem na sala de exame com telemóveis. A medida assusta os candidatos aos exames da 10ª e da 12ª classes que arrancaram nesta segunda-feira (04), porque para alguns era pela primeira vez que se deparavam com aquele dispositivo de segurança.

A medida vigora desde o ano passado, mas na província da Zambézia veio a ser introduzida o uso deste objecto, neste ano, dia do arranque dos exames do 1º e 2º ciclo, onde a título experimental, devendo ser alargada de forma gradual a toda província.

O Diário da Zambézia(DZ) escalou duas escolas sendo, Escola Secundária Geral de Quelimane e Patrice Lumumba respectivamente, para colher juntos dos candidatos algum palpite sobre a nova medida de combate a fraudes académicas, onde muitos deles, louvaram a iniciativa, que de certa forma vai reduzir os casos de fraudes durante o decurso dos exames, uma situação que neste período tem se notado com muita frequência.

Entretanto, confrontada a directora da Escola Secundária Geral de Quelimane, Sara Umbisse, esta louvou bastante a iniciativa, visto que conseguiu com sucesso detectar estudantes teimosos, que mesmo com a proibição dos telemóveis nas salas de aulas, 13 candidatos tentaram desafiar, sem contar com este controlo. “Eles não contavam, mas felizmente conseguimos encontrar este número e como foi antes de estar na sala, apenas recolhemos para secretaria” – disse a directora para depois acrescentar que a ESGQ submeteu aos exames da 1ª época 1.250 candidatos.

Refira-se que até ao momento, a direcção provincial de Educação e Desenvolvimento Humano, ainda não se pronunciou se houve fraude académica nestes exames ou não.

Circular nas imediações da Reserva do Gilé pode dar Cadeia

A decisão já foi tomada e agora resta implementar por parte dos gestores da Reserva e também das autoridades policiais. É que nos últimos tempos, a Reserva do Gilé tem sido local escolhido pelos furtivos que à todos custo fazem abates descriminados da madeira, sobretudo espécies proibidas e animais que estão naquela Reserva.

Cansados de falar apenas, eis que a direcção da Reserva do Gilé veio ao público anunciar que quem for encontrado a circular nas imediações da Reserva do Gilé sem justificar as motivações pode ser preso pelas autoridades policiais.

A informação foi transmitida por José Dias, administrador daquela Reserva que sublinhou também que a medida veio para ficar, tudo na esperança de proteger aquela área de conservação da natureza. A Reserva do Gilé tem sido alvo preferencial dos furtivos.

Nos últimos tempos, reportam-se episódios estranhos de madeira abandonada e apreendida para além de espécies de animais que são abatidos e também abandonados. É por isso mesmo que já não há perdão para os que tentarem desfiar esta medida. Recorde-se que a Reserva do Gilé situa-se no distrito com mesmo nome, há cerca de 500 km da capital provincial da Zambézia, Quelimane.

Sindicatos na Zambézia zangados com a direcção do Trabalho

Organização dos Trabalhadores de Moçambique(OTM-CS) na Zambézia acusa a direcção provincial do Trabalho, Emprego e Segurança Social Na Zambézia de estar sob influencia política quando é para agir em defesa dos trabalhadores que vê os seus direitos violados.

A titulo de exemplo, Caetano Galhardo, Secretário provincial da OTM-CS nesta parcela do país, apontou o caso que envolvem mais de 130 trabalhadores da empresa de Segurança privada, denominada MOSEG, cujo patrono também é responsável pela empresa DELTA Segurança, continuam abandonados a sua sorte, há mais de um ano, sem salários, entretanto, dentre vários factores conjunturais, questões políticas partidárias podem estar por detrás do assunto, conforme alega a Organização dos Trabalhadores de Moçambique(OTM-CS) na Zambézia.

Mesmo depois de assinados os acordos que revelavam o compromisso do patronato, Galhardo disse que os mesmos não foram cumpridos, mas também a direcção Provincial do Trabalho Emprego e Segurança Social (DPTESS) na Zambézia, nada fez para apoiar os trabalhadores.

De acordo com a fonte, ao que se entende é que o proprietário da MOSEG e da empresa DELTA Segurança, não se importa em pagar a dívida aos seus ex-trabalhadores já abandonados e segundo o nosso interlocutor, porque o suposto dono da empresa é membro com nome "grande" no partido no Frelimo, situação que a DPTESS não consegue intervir, visto que os dirigentes são também da Frelimo.

Visivelmente agastado com a situação,  Galhardo disse que está difícil trabalhar com a DPTESS, porque mesmo havendo pressão por parte da OTM-Central Sindical visando a responder de forma satisfatória os interesses dos trabalhadores na província, a direcção que regula os interesses dos trabalhares na empresa, tem se mostrado ligeiramente fraca que em alguns casos chega a desistir, dai que pede para quem é de direito, de momo a intervir nesta questão que tira sono aos lesados.

Foto: Google

Quem vê cara não vê coração: Paixão termina em morte

Uma jovem de nome Miriam Paula que aparenta ter 22 anos de idade, residente em Quelimane, esfaqueou até à morte um suposto apaixonado seu na última quinta-feira. O acto deu-se na residência da indiciada, algures no bairro Novo, ou seja, na casa da mãe dela.

Conforme explicou, o caso aconteceu porque a vítima que não foi revelado o seu nome teria se deslocado para a residência da Miriam como era habitual com intuito de conversar já que a mãe dela não se encontra(va).

Chegado a casa, começou o “papo” de sempre de “paixonites” mas pelos vistos, a rapariga não estava afim de brincadeiras. “Pega aqui, pega ali”, Miriam ficou irritada e foi neste momento que foi pegar numa faca e espetou o jovem. Caído, o rapaz foi evacuado ao hospital onde veio a perder a vida.

Já nas celas da Polícia da República de Moçambique, Miriam disse que estava no seu pleno direito de não falar, apenas disse que não tinha intenção de matar, mas sim, tentou defender-se, não tendo explicado no concreto se a vítima trazia arma branca também ou não.

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Bolseiros da Educação expulsos da sala de exame

A direcção provincial da Educação e Desenvolvimento Humano da Zambézia, mostra-se indisponível para sustentar as bolsas de perto de 100 professores que estão a frequentar cursos de Licenciatura e Mestrado desde 2014 na Universidade Católica de Moçambique (UCM), delegação de Quelimane.

Esta segunda-feira os bolseiros foram colhidos de surpresas na sala de exames pela direcção da UCM, alegando que não poderiam realizar os exames antes de regularizarem a situação de propinas.

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