Este é um termo que ouvimos todos os dias, quando alguém precisa de alguma coisa, mas não consegue falar ou pedir porque tem vergonha.
Às vezes, lhe acontece uma situação, não fala porque tem vergonha, portanto, a vergonha mata. E mata mesmo.
Falo isto a propósito dos casos de violência doméstica que ocorrem no seio das famílias, mas há sempre um receio de falar ou denunciar, porque as vítimas têm vergonha ou tentam se proteger, alegando amor.
Não são apenas algumas mulheres que se escondem neste termo “amor”, mas também há homens que mesmo sofrendo severamente actos de violência, evitam falar, alegando “amor”.
Um caso recente é este que envolve um jovem ou senhor, em que a esposa terá partido para uma agressão grave que culminou com mordeduras nos órgãos genitais, criando lesões, mas infelizmente, a vítima evitou usar vias oficiais do hospital por causa da vergonha. Sim, isso mesmo, vergonha.
Para piorar, a tal vergonha lhe tomou conta até evitar dar uma queixa às autoridades, alegando ter muito amor pela agressora.
Até pode ter razão porque também nas esquadras, às vezes encontra agentes sem noção e fazem chacota, alegando que um homem não pode admitir isso, daí que, a vergonha torna-se mesmo um problema.
Como ele ou ela há tantos e tantas “envergonhados e envergonhadas” que sofrem caladas e calados, sob pretexto de vergonha ou amor.
Como se diz “o amor é cego”, mas quando precisa de bengala, aí a coisa se torna mais grave e pode matar.
Enfim, “não falei nada”.