Boato que é na verdade, um acto de desinformação, é uma arma grande para matar alguém vivo, colocar toda a reputação abaixo e até para trazer desgraça na família e nos amigos.
O boato ou desinformação tem um poder enorme de “voar” daqui para aqui, sem que haja medição das consequências.
Os autores muitas vezes, têm objectivos diversos. Há aqueles que querem simplesmente assustar e criar pânico nas comunidades, outros fazem-no para encobrir as reais causas de um assunto, por ai fora, mas a verdade é que o boato é um assunto bastante sério.
Hoje, escrevo esta epístola face a situação que se vive em Quelimane. O debate nos cafés, táxis de bicicleta, locais de aglomeração, o boato é dos tais sequestros em Quelimane, mas que na verdade, todos dizem “ouvi dizer, um amigo ai me disse..,” por ai em diante. Ninguém consegue apontar a fonte primária desta informação. Assim vai o mundo.
A forma como se fala de desaparecimento de meninas, crianças, em Quelimane, assusta, mas quase que todos não assumem ser os protagonistas deste tipo de mensagens.
No seio das famílias, instalou-se um medo que tira qualquer cidadão menos informado do sério. Há famílias que mudaram de rotina diária, só por causa do boato.
Uma análise um pouco mais profunda mostra-nos que afinal, o mau uso das redes sociais, tem sido um dos veículos para a difusão destas mensagens de boato e desinformação no seio das comunidades. Aliás, não é segredo que há vídeos que são partilhados nas redes sociais, que alguns deles, os autores dizem ser jornalistas de plataformas digitais que só criam pânico. Explico-me: os internautas que procuram engrossar seus canais nas redes sociais, entrevistam qualquer pessoa, basta ela dizer que seu filho chegou a casa a correr, ora porque um senhor de carro queria dar boleia uma menina, enfim, são muitas narrativas. Isto tudo, quando chega aos internautas, dá um grande pano para manga.
E os que pouco analisam, vão reproduzindo e partilhando para várias esferas sociais, criando este pânico e medo que me refiro.
Temos todos o dever de dizer “não aos boatos, não a desinformação”. Meu comentário: há que encontrar os mentores destes boatos para serem responsabilizados.